Pergunta: Como combater a compulsão da compra, mesmo sabendo estar no vermelho? J.T.R.
10/12/2009
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Resposta: Em geral a pessoa compulsiva não presta atenção nesse "detalhe" de estar no vermelho. Quando ela começa a se ligar nesse fato é um bom sinal, e que existe um ponto por onde começar a arrumar o estrago. Isso que estamos chamando de compulsão, pelo menos da forma mais light, a dívida ou a compra funciona como um substituto de outras carências, outras necessidades de ordem não material que estão pendentes. Quando atravessamos crises pessoais, familiares, perdas de pessoas queridas, divórcios, separações, enfim, as causas mais diversas podem disparar esse desejo de ressarcirmos do que a vida nos tirou. Quantas vezes já não ouvimos a frase "Vou me dar isto de presente, eu mereço. Não importa quanto custa". Uma bela desculpa que custará caro depois. Aliás, uma fácil maneira de ficar rico é identificar uma compulsão nos outros e explorá-la. É o que faz o traficante, o bicheiro e o banqueiro. Bem, a primeira coisa para combater a compulsão é identificar as causas que a despertaram e tratá-las. A própria consciência do distúrbio já faz com que a pessoa sinta-se mais forte para dizer não quando é necessário. É preciso, evidentemente, diferenciar o gastador desorganizado que compra por compulsão de casos patológicos. Mas para nós, o que importa é como disse, identificar a compulsão e suas razões, organizar-se, sair das dívidas(se contraídas), e fazer um orçamento pessoal que servirá como linha de conduta. Estar equilibrado financeiramente é uma condição para o bem estar.
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Pergunta: Por gentileza, gostaria de saber como construir os criterios que definirão qual conta a ser paga primeiro e quais deixo para depois, quando eu receber o restante do dinheiro. Grato - H.
10/12/2009
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Resposta: Existem dois tipos de despesas. As administráveis, que são aquelas contas sobre as quais temos o poder de diminuir seu valor ou mesmo de suprimir num orçamento, e em muitos casos, negociáveis. É o caso de lazer, vestuário, bebidas, jantares , cabeleireiro, e temos também as não administráveis, como impostos, aluguéis, financiamentos. Estas últimas tem que ser pagas com prioridade, já que acumulam quando atrasadas e vem com juros, além de outras sanções. Existem despesas que são administráveis na quantidade de serviço utilizado, mas que não podem deixar de ser pagas, como luz, água, telefone, sob pena de suspensão do serviço. No caso de ter que fazer cortes no orçamento, corta-se nas despesas administráveis e muito cuidado ao contratar serviços de longo prazo. Se o dinheiro que vai chegar der para saldar todas as contas, o melhor é pagar as dívidas de juros maiores em primeiro lugar, que normalmente são de cheques especiais, financeiras e rotativos de cartões de crédito.
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Pergunta: Eu gostaria de abrir uma empresa. Como posso fazer sem gastar muito? A.G.
10/12/2009
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Resposta: A melhor forma e mais segura seria procurar um escritório contábil para dar andamento no processo. Existem muitas etapas a seguir e certos acompanhamentos do processo que seria difícil para um leigo administrar. Um profissional poderá indicar qual tipo de empresa é mais adequada ao negócio que se propõe, se empresário, limitada, etc., fazer o contrato social se necessário, tratar de diversos aspectos legais, dos preenchimentos de formulários, do acompanhamento na junta comercial, Receita federal, estadual e municipal, alvará de localização. E posteriormente sua empresa deverá ter uma assessoria contábil, assim esse é o caminho mais fácil e provavelmente mais barato.
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Pergunta: Terminei o ano com uma pequena quantia na c/c- $20mil- em que comecar a aplicar? - O.R.
10/12/2009
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Resposta: A primeira pergunta a ser feita quando sobra um dinheiro, é se vamos precisar dele logo, ou em que prazo. A segunda é se estamos dispostos a correr riscos. Se for de longo prazo, digamos uns dois anos e queremos um retorno maior mesmo que sob algum risco, podemos pensar em ações. Entrar em contato com uma corretora, e ver as possibilidades. Também uma opção é um clube de investimentos, onde a administração, a diversificação da carteira e a diluição dos custos de corretagem possibilitariam uma maior segurança e rentabilidade. No caso de que esses R$ 20.000,00 venham a ser usados em breve para saldar algum compromisso, ou mesmo que não haja interese por maior rentabilidade e sim em segurança do investimento, a opção correta é a caderneta de poupança que é garantida pelo Fundo garantidor de Crédito até R$ 60.000,00 por CPF, e rende TR + 6% a.a.
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Pergunta: Comprar um automóvel hoje, em 24 vezes, com juros de 0,59% ao mês, é interessante financiar 50% do valor ou devo pagar a vista, usando reservas? J.L.
10/12/2009
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Resposta: Mesmo com essa taxa de juros de 0,59% a.m., aparentemente baixa em relação ao praticado no mercado, é preciso levar em conta que é isso mais ou menos o que rende a caderneta de poupança por mês. Se teu dinheiro está investido em algo que renda mais do que isso, é de se perguntar se esse rendimento estará contínuo na mesma taxa pelo próximos dois anos. Em caso positivo, é melhor financiar, mesmo que esteja na poupança, já que pode aparecer um negócio de ocasião que exija liquidez e podes perdê-lo por ter comprado um carro. Mas antes é preciso saber se comprando à vista esse automóvel, qual é o desconto que conseguirá na concessionária. Normalmente se consegue descontos que anulam as vantagens das taxas baixas, ou seja, quando eles baixam as taxas, elevam o preço do carro, tabela cheia como se diz. Chegando com o dinheiro na mão, o desconto aparece. Em geral, o melhor é comprar à vista, mas se não baixarem o preço a vista, compra a prazo.
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Pergunta: Numa consultoria em engenharia de alimentos, há necessidade de ter uma empresa? Ou posso fazer como pessoa física? C.M.
10/12/2009
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Resposta: É sempre recomendável abrir empresa para prestar serviços. Por duas razões. A maioria das empresas não contratam pessoas físicas para serviços para não dar margem a causas trabalhistas no futuro e pedidos de vínculo empregatício, exigindo pagamento de encargos sociais, e desse modo se o profissional não tiver seu CGC, será preterido para a função. A segunda razão é que como empresa pagará menos imposto de renda. Como Pessoa Física, ela pagará Imposto de Renda na Fonte sobre a totalidade da remuneração, e como empresa, apenas sobre o pró-labore que será menor evidentemente, e conforme o valor, até isento.
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Pergunta:Qual a melhor opção em prestação de consultoria, receber como pessoa física ou jurídica? I.L.
12/12/2009
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Resposta: Acho que está respondida na questão anterior. Mesmo que se trate de outro tipo de consultoria os princípios são os mesmos.
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Pergunta: Tenho um certo "medo" de dívidas a longo prazo... Compra imóvel em 240 meses, por exemplo... Considero o juro muito alto, mas ao mesmo tempo o valor das parcelas não fica muito diferente do que se paga de aluguel, para usufruir de um bem que não é próprio. Em q caso se opta por estes financiamentos ou não? Abraço... S.V.
12/12/2009
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Resposta: O problema normalmente está nos contratos e na forma de financiamento, no sistema de amortização. O cidadão que contrai um financiamento, normalmente não calcula os juros e nem tem idéia do que seja um sistema Price ou SAC. Ele apenas toma conhecimento que a prestação inicial é menor que o aluguel e entende que vai poder arcar com aquele valor. Financia e depois vai ver como é que fica. As vezes o contrato traz reforços e correções no bojo que passam despercebido pelo feliz comprador que, otimista, sempre acha que a vida vai melhorar. Qualquer percalço nesse meio tempo, e vinte anos não é pouco tempo, e começa a atrasar prestações, e como disseste, os juros são altos e num prazo tão longo torna-se um montante enorme. Quando o cidadão resolve vender o imóvel ou renegociar com o banco, descobre que grande parte do que já pagou, não serviu para amortizar a dívida, mas apenas para pagar juros. Verifica então que é dono de parte ínfima do imóvel e em caso de vendê-lo receberia quase nada por ele. No sistema Price que rege o financiamento, a maior parte das prestações iniciais são compostas de juros, com um percentual ínfimo de amortização. No decorrer do contrato, esse percentual de amortização aumenta enquanto o percentual de juros diminui, já que as parcelas são iguais. Esses contratos tem gerado uma enormidade de demandas judiciais e normalmente o entendimento é de que os financiamentos sejam calculados pelo SAC com amortização constante, mais justo para o mutuário. Só que esse sistema tem as prestações decrescendo com o passar do tempo, a medida que é feita a amortização e os juros incidentes são evidentemente menores. Isso faz com que as primeiras parcelas sejam altas, desestimulando o comprador que termina aceitando sem saber o Sistema Price. Antes de um fazer um financiamento, consulte um economista ou alguém que possa fazer os cálculos de como seu investimento vai se comportar principalmente à luz do contrato. O sonho da casa própria quase derrubou o mundo no ano passado.
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Pergunta: Como fazer um planejamento familiar de gastos para todo ano? Quais os itens que devem ser levados em conta? L.S.
13/12/2009
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Resposta: Aqui no site, lá em cima no cabeçalho, clica em Planilhas, e em seguida em Planilha de Orçamento Doméstico e baixa um arquivo em excel com a principal ferramenta de orçamento que existe. Ali terás os principais ítens de receitas e despesas que costumam frequentar os orçamentos familiares. Antes de começar o mês, preencha a coluna de Receia Prevista e Despesa prevista. Ajuste duas despesas com a receita, adequando a previsão. No decorrer do mês procure não fugir do orçamento. Lá existem as planilhas para todos os meses do ano. No livro Caminho Azul estão descritos todos os passos para o correto preenchimento das tabelas e suas nuances. Comece por fazer um levantamento de todos os seus gastos dentro de um mês para ter como fazer a previsão para os meses seguintes. No segundo mês já terá adquirido prática e tudo ficará mais fácil.
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Pergunta: Tenho uma empresa de informática, que trabalho sozinho. Quanto é o recomendável para reservar para investimentos na empresa com compra de ferramentas? E.
13/12/2009
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Resposta: Recomenda-se que qualquer profisional reserve parte do que ganha como uma poupança com vistas a aposentadoria, neste caso privada, já que a pública é insuficiente e tende a diminuir com o passar dos anos.Trabalha-se em geral com um mínimo de 10% dos vencimentos mensais. Não existe um valor ou um percentual recomendável para investimentos diretos na atividade. Cada uma tem suas peculiaridades e aportes diferentes. É certo que o rendimento de cada real aplicado em equipamentos profissionais será maior que uma aplicação de caderneta de poupança, por exemplo. Eu teria como sugestão reservar os 10% de poupança, fazer uma retirada para subsistência e concentrar esforços e recursos para equipar da melhor forma sua empresa de informática. Em geral o retorno virá maior e mais rápido com um melhor serviço prestado. Se não for possível assim, o melhor seria postergar a poupança e investi-la na empresa, até porque dela dependerá a poupança futura que você poderá formar quando os investimentos necessários já tiverem sido feitos.
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