Taxa Selic
Taxa básica referencial de juros do mercado financeiro. Esta taxa é definida pelo Conselho de Política Monetária (COPOM) e utilizada pelo Banco Central para fazer sua política monetária através da compra e venda de títulos públicos federais. É quanto o governo paga para aplicação em seus títulos, financiando a dívida pública. O Copom é o órgão colegiado responsável pela política monetária do BC, e por fixar a meta para a taxa Selic. Foi criado em junho de 1996. O principal objetivo da política monetária adotada pelo Copom é o alcance das metas de inflação estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
A taxa Selic é a taxa de financiamento no mercado interbancário para overnight (operações de um dia) lastreadas em títulos públicos federais, que são listados e negociados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia, ou Selic, ou seja, quando os bancos querem tomar empréstimos de outros bancos no curtíssimo prazo, oferecem títulos públicos como lastro diminuindo o risco da transação e com isso diminuem o custo do dinheiro.
Elevando a taxa selic, aumenta o preço do dinheiro, diminui a procura, desaquece a economia, baixa a pressão inflacionária. E o contrário, baixando a taxa básica, incentivaria o consumo através do crédito mais barato, poderia haver uma tendência ao aumento de preços, gerando inflação. Mas para isso é necessário que saibamos o papel da taxa selic na taxa que nós consumidores, pagamos no mercado.
A taxa de juros que nós pagamos ao fazer um empréstimo, é formada por diversos fatores.
Existem fatores internos das instituições financeiras, como:
• custo operacional
• tamanho da instituição
• nível de automatização
• informatização
• margem de lucro entre outros.Existem fatores externos como:
• captação de recursos, que sofre influência da taxa selic servindo como ponto de partida para o cálculo da taxa de empréstimo
• remuneração do risco de inadimplência
• perfil do empréstimo
• impostos diretos e indiretosEsta queda de 0,25% registrada nesta semana, deixando a taxa básica anual em 19,5%, praticamente não refletirá na taxa de juros que pagamos em nosso dia-a-dia. Se houver algum corte será tão ínfimo quanto o registrado na taxa básica. Se compararmos o juro do cheque especial, por exemplo, que é em torno de 600 % ao ano, dá para ver que existem muitos outros componentes nesta taxa além da selic. Muita coisa precisa baixar para que os juros que nos são cobrados fiquem no patamar da decência, principalmente a margem de lucro dos bancos.
15 de setembro de 2005
Jackson Busato
Economista
jackson.busato@terra.com.br