SELIC MAIS ALTA


                                                                                     03 de Maio de 2010.
 

Numa tentativa de estancar uma alta de inflação projetada, o Banco Central eleva a taxa básica de juros num movimento inverso ao que vinha ocorrendo ultimamente. A pergunta que se ouve há muito tempo pelas ruas é : “Porque as taxas de juros cobradas nos cheques especiais e rotativos de cartões de crédito não se alteram quando sobe ou desce a Selic , esta taxa básica de que falamos? “. Boa pergunta.

A taxa de juros que nós pagamos ao fazer um empréstimo, é formada por diversos fatores.

Existem fatores internos das instituições financeiras, como:

  • custo operacional
  • tamanho da instituição
  • nível de automatização
  • informatização
  • margem de lucro entre outros.

Existem fatores externos como:

  • captação de recursos, que sofre influência da taxa selic servindo como ponto de partida para o cálculo da taxa de empréstimo
  • remuneração do risco de inadimplência
  • perfil do empréstimo
  • impostos diretos e indiretos
Mas certamente que temos que ter em mente dois agentes com interesses muito específicos nesta mina de ouro. Os agentes financeiros que tem, como toda a empresa, a meta de aumentar seus lucros cada vez mais e sempre que possível e o governo que tem uma voracidade fiscal impressionante e que ainda assim dá sempre um jeito de gastar mais e pior. Em outras palavras, ninguém tem interesse em reduzir seus ganhos com juros e para piorar, ajudados por uma população sem a menor noção do quanto paga, do quão caro é seu dia-a-dia e desinformada financeiramente. Situação difícil


 
 

Jackson Busato
Economista
jackson.busato@terra.com.br