COPA E OLIMPÍADA


                                                                                   05 de Julho de 2010.
 

Este ano abriu-se uma nova perspectiva para investimentos baseada em dois eventos que já estão na mente dos brasileiros e principalmente dos empresários e investidores:

A copa do mundo de 2014 e a olimpíada de 2016. Estamos vendo o quanto uma copa do mundo movimenta um país, não só, mas principalmente financeira e economicamente. Os investimentos em infraestrutura necessários, os projetos, o varejo, a construção civil, a siderurgia, a publicidade, o turismo, transporte e outros tantos setores saem beneficiados destes eventos que, como se viu, é disputado por vários países, notadamente aqueles que querem chamar a atenção para si e sediando congraçamentos mundiais, tentam alçar vôos mais altos, credenciando-se para sentar a mesa com as grandes nações. Se realmente consegue, é outra história, como é o caso do Brasil. Há quem coloque em cheque e duvide das vantagens de sediar uma copa ou uma olimpíada em função dos vultosos aportes financeiros, principalmente por parte do governo, e do retorno esperado, às vezes frustrante. O argumento é que esse dinheiro poderia ser melhor utilizado num país com tantas carências, algumas seculares e que nunca se resolvem. O certo é que em função da copa e olimpíada, os bancos estão lançando fundos lastreados nesses papéis ligados aos eventos. Me refiro a ações de siderurgia, energia elétrica, saneamento, telecomunicação, transportes, indústria de base e construção civil, que tem investimentos mais duradouros. Estes são os papéis preferidos pelos gestores de fundos justamente por serem setores mais fortes com maior liquidez nos ativos. Teoricamente as ações da rede hoteleira deveriam constar, mas é justamente a falta de liquidez que impede a inclusão na carteira. O varejo também é brindado, já que durante os eventos sofre um aquecimento fantástico, embora mais etéreo e fugaz e da mesma forma não é preferencial. Numa outra ponta veremos abrir pequenas empresas em profusão ligadas ao esporte, turismo, transporte e outros ramos de baixa intensidade de capital para aproveitar o momento, e daí, sairão muitas que terão sucesso, ganharão dinheiro e permanecerão no ramo, mas a maioria perecerá com o evento, como é normal na economia. Aliás, como no esporte, nem todos ganham.


 
 

Jackson Busato
Economista
jackson.busato@terra.com.br