Compras na Internet
A Internet veio para ajudar, como meio de pesquisa e compras, principalmente para os ocupados, impacientes e os preguiçosos. Cada vez mais se compra pela internet e os resultados são visíveis num mercado milionário. As apostas no crescimento do comércio virtual são altíssimas. As lojas, grandes ou pequenas, colocam na rede seus sites de compras, mesmo que num primeiro momento represente um percentual ainda pequeno sobre o total do faturamento, ninguém pode desprezar um novo mercado que se forma e em franco crescimento. Além de investir na contratação de empresas especializadas na elaboração e manutenção dos sites, que dispõe de boas ferramentas que possibilitam o comércio virtual, a preocupação com a segurança das transações é muito grande. O desenvolvimento do comércio pela internet está visceralmente ligado ao desenvolvimento da segurança das informações contidas numa transação, já que ao efetuar uma compra, os dados do comprador como número do cartão de crédito e senha viajam pela rede. Embora a segurança seja muito grande, ainda existe uma certa resistência que gradualmente está sendo vencida. Os golpes existem, mas eles não tem origem em falhas de segurança dos sites, mas por descuido dos usuários.
O fato de não conter os custos de uma loja real, como aluguel, balconistas, luz, água etc, faz com que as lojas virtuais possam oferecer mercadorias a preços bem melhores.
A internet oferece também os leilões virtuais onde se compra de tudo e se vende de tudo. O produto é oferecido com oferta mínima, o interessado faz o lance e depois fica acompanhando a evolução até expirar o prazo dos lances quando é batido o martelo.
Cuidados – É importante que a empresa forneça dados completos no site de compras. Deve constar nome, endereço, CNPJ. Antes de começar as compras tome o máximo de informações sobre a idoneidade da loja junto ao mercado e ao Procon.
Se o produto for importado, seria bom que tivesse um representante no Brasil para eventual troca de mercadoria ou assistência técnica. Verificar a taxa de entrega que pode ser alta; se não existe imposto de importação que incida na mercadoria; a garantia e a quem reclamar. Se o Site for estrangeiro, o comprador não tem a proteção do Código de Defesa do Consumidor, portanto, cuidado redobrado, sobretudo no uso do cartão de crédito, no pagamento antecipado e na segurança da operação.
Os golpes que acontecem ultimamente tem origem quase sempre em e-mails falsos enviados solicitando um recadastramento, como num banco onde o internauta tenha conta, pedindo para acessar a página através do endereço de um site falso criado à semelhança do autêntico para copiar dados e senha e posterior saque na conta da vítima. Tem sido usado agora, em função da época de declaração imposto de renda, uma mensagem falsa da receita, notificando um erro e solicitando a entrada em um endereço onde os dados são copiados.
São inúmeras as formas de cair nos modernos contos do vigário, ou vigário virtual, mas sempre precisam de uma “ajudinha” da vítima, seja por descuido seja por ganância, esta última, não só na rede como no mundo real. Um livro que li na adolescência, acho que chamava Jovens Aventureiros, da Agatha Christie, tinha uma frase cujo sentido nunca esqueci. Dizia que é muito difícil dar um golpe numa pessoa honesta e correta. E é verdade . Uma pessoa correta compra com nota, não pede e nem dá confiança cega, quando faz uma transação, firma um contrato, não faz negócios na palavra, não deixa nada no ar, não compra nada com o preço aviltado demais, porque pode ser roubo, e não tenta levar vantagem sobre os outros. Normalmente é por aí que o vigarista entra. Ele reconhece o ganancioso pelo brilho do olho. Oferece um negócio da China em troca de um pouco de dinheiro adiantado e alguma confiança, pois o objeto do negócio nunca está disponível no momento, e precisa dar um sinal para reter a oportunidade única, etc. O incauto, então, alcança a “pequena quantia” que nunca mais verá. Já aconteceu de anunciarem automóveis Zero Km com 30% de deságio. O comprador dava só um sinal de 10 a 20% para “segurar o bom negócio”. Não pode ser mais clássico o golpe, e ainda assim tinha fila de atentos oportunistas. Depois é choradeira, o escritório sumiu.
Fica a receita da Dona Agatha: A melhor malandragem é a honestidade.13-4-2006
Jackson Busato
Economista
jackson.busato@terra.com.br